domingo, 24 de dezembro de 2017

As sete formas de paz dos índios Aymara!


Trago aqui neste Natal, meu desejo de paz dos índios aymara do altiplano boliviano.
Segundo os aymara, cada pessoa para estar bem com o seu mundo, precisa de sete diferentes tipos de paz.

A primeira,  é a paz “para cima”,  com Deus,  com os espíritos,  com os antepassados. É a paz com a dimensão espiritual, metafísica, como alguns gostam de chamar, é a paz com os mistérios do mundo.
 
A segunda, é a paz “para baixo”, com a terra que pisamos. No tempo dos aymara, essa terra era um simples local em que eles plantavam. Hoje, temos um maiúsculo  Planeta. Não é possível estar em paz nos tempos de hoje se não estivermos em paz para cima, com os espíritos, e para baixo, com a Terra, com o Planeta, a paz daqueles que não destrõem mas respeitam o Planeta como a nossa casa. A paz do equilíbrio ecológico.

A terceira, é a paz “para frente”. Para os aymara, a paz “para frente”, era a tranquilidade com o próprio passado. Com a sabedoria deles, o futuro está atrás, porque o futuro é desconhecido. E ninguém está em paz se não tem paz com o seu passado, se vive com remorsos.
 
A quarta,  é a
 “paz para trás”, que é a paz do futuro, sem medo do que vai acontecer, sem temer  o que virá pela frente.

A quinta paz defendida pelos  aymara era  com “o lado direito”, que é a paz com a família e com  quem convivemos permanentemente.

A sexta paz era com “o lado esquerdo”, que seriam nossos vizinhos pois não adianta ter  a paz apenas dentro de casa; é preciso ter paz com aqueles que estão ao lado também. Só que no tempo dos aymara, os vizinhos eram alguns grupos esparsos de outros indígenas. Hoje,  são todos os habitantes do Planeta.

A sétima paz é a paz “para dentro”, a paz que cada um tem de ter consigo mesmo, porque se pode ter todas as outras formas e não estar, internamente em paz.

Desejo a todos, as sete formas diferentes de paz que os aymara defendem,

Que esta paz de sete formas diferentes chegue a cada um em cada canto desse planeta. FELIZ NATAL A TODOS!

sábado, 23 de dezembro de 2017

CRISTOVAM NÃO É GOLPISTA NEM CORRUPTO E CONTINUA INCOMODANDO!

 CRISTOVAM NÃO É GOLPISTA NEM CORRUPTO E CONTINUA INCOMODANDO!







Por Maria Rachel Coelho (*)

Nesta semana, em uma confraternização no restaurante Ki-filé, da Asa Norte; dois homens, com idade entre 40 e 50 anos hostilizaram o Senador Cristovam Buarque, chamando-o de ‘golpista’ e que ele estava ‘morto’. Um fato que vem ocorrendo com frequência, ultimamente, presencialmente e pelas redes sociais. O motivo é que  Cristovam Buarque votou a favor do impeachment  de Dilma Rousseff.

Cristovam, pego de surpresa, defendeu-se:  “ golpista mas não corrupto”.

Ao analisar a atitude desses dois fanáticos, me vieram duas ideias: diferenciar o momento que vivemos, do golpe de 1964 - que tanto eles comparam -  e, tentar entender e perdoar atos isolados de pessoas que são inflamadas e, por vezes, até pagas para agredir alguém dessa maneira. Também não descartei, eventualmente sentimentos de inveja, recalque e despeito.

De fato, estamos num momento de excessiva agressividade, ódio e preconceitos variados, características visíveis de fanatismo. Mas que também podem ser considerados como atos direcionados e pagos,  como já verificamos e constatamos. Hoje, público e notório.

Quem convive com o cotidiano do Senado percebe que os senadores, deputados e funcionários do Partido dos Trabalhadores convivem, gostam, abraçam e principalmente respeitam o senador Cristovam Buarque, independente de qualquer posição política ou ideológica. A diversidade de opiniões é fundamental para a democracia.

Se compararmos nosso momento com 1º de abril de 1964 vamos constatar que não houve golpe. Sem nenhum tanque de guerra nas ruas, a não ser no Rio de Janeiro, por conta do tráfico de drogas. Não tivemos nenhum ato Institucional.  João Goulart não foi mantido no poder durante 180 dias enquanto o Congresso julgava um processo de impeachment e tudo sob o controle do Supremo Tribunal Federal. Não houve, em 1964 essa possibilidade prevista na Constituição. Também não foi colocado no lugar de Jango, um civil escolhido por ele; como foi o caso de Michel Temer, escolhido pela Dilma e eleito com o voto de todos que hoje falam em golpe. O voto é secreto, mas é evidente que quem votou na Dilma, votou no Temer.

Jango foi destituído, não sofreu impeachment, foi embora do país, porque tentou fazer reformas profundas nas estruturas: reforma bancária, reforma educacional, reforma agrária.

Nesses últimos 14 anos,  só vimos avanços assistenciais e não estruturais, Jango se chocava com os banqueiros e não foi seu aliado como temos visto nos últimos governos.

Os militares, na época, também falaram em corrupção mas não haviam provas. Diferentemente, agora temos empresários presos, todos ligados aos governantes.

Ninguém tutelou o parlamento como em 1964, ao contrário, estamos no momento mais afirmativo do parlamento brasileiro. Se  estão acertando ou errando, isso é outra questão mas não estão sob tutela. O Senado Federal não é um quartel e nenhum senador anda fardado e portando armas. Então, não tem a menor coerência nessa comparação.

Fazendo uma análise histórica -   que fique bem claro que essa impressão é pessoal, chego à conclusão que ainda existe um despeito, um recalque e inveja do legado de Cristovam Buarque.  Pensador e  escritor de renome internacional foi demitido do Ministério da Educação - pelo telefone, por sinal - por ter criticado o governo de forma branda. Mas suas ideias nunca foram demitidas e sua história incomoda tanto que Lula já está no seu 33º título  de doutor ‘honoris causa’. Evidentemente, ninguém precisa ter diploma universitário para ter esse destaque, até por isso o termo significa ‘por causa de honra’ em latim. Mas sabemos que há casos cercados de politicagem.

Por isso, soa muito estranho quando,  Dilma Rousseff em julho de 2009, admitiu que forjou seu Lattes afirmando ter mestrado e doutorado, para depois ser desmascarada pela UNICAMP e pela CAPES.

Outra curiosidade são as palestras ministradas pelo  ex-presidente Lula. De acordo com documentos divulgados pelo site do Instituto Lula, o valor de sua palestra é de US$200 mil dólares.

Certa vez, um tanto intrigada com o que  Lula falava nas palestra, fui a uma delas, precisamente na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro - tenho todos os registros, fotos, inclusive a gravação da palestra - , em julho de 2011. O tema era: “Brasil, o país do futuro”, pelo local e tema pensei que o ex-presidente fosse abordar a visão estratégica do país no cenário mundial, além do papel dos militares na Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2008, durante seu segundo mandato. Pensei em ouvir uma palestra sobre Geopolítica que contribuísse um pouco para o meu humilde conhecimento. Mas basicamente, Lula falou dos programas sociais, principalmente  do Bolsa Família, um programa que foi idealizado por Cristovam Buarque cujo teor era de transferência de renda, exigindo em contrapartida que os jovens e as crianças de baixa renda frequentassem a escola regularmente. Idealizado pelo senador  em 1986, quando foi reitor da UnB, batizado de Bolsa Escola e à época, político filiado ao PT.

Posteriormente ele mesmo implementou, em 1995, no Distrito Federal quando foi governador.
No mesmo ano, o prefeito de Campinas, José Roberto Magalhães Teixeira, também instituiu o Bolsa Escola em sua cidade.

Em âmbito federal, Fernando Henrique Cardoso também o adotou e finalmente em 2004, com Lula, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome  passou a administrar o Bolsa Família, que reuniu todos os programas sociais anteriores, alcançando uma parcela maior da população. Em 2011,  o Bolsa Família passou a integrar o “Plano Brasil sem Miséria”. E como sempre, puxando votos.

Sempre foi assim, ele tem a ideia e os outros copiam. Como o projeto do pré-sal para educação e saúde. Lei sancionada por Dilma Rousseff. Mas nem importa que não indiquem a autoria. Se for para o bem comum,  já valeu à pena.

Finalmente o auge da vaidade: Em maio de 2009, quando o Senado Federal e a sociedade em peso defendiam e pediam o nome de Cristovam Buarque para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Na época, além do senador Flávio Arns, Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado enviar pedido ao então Presidente Lula para que interviesse na decisão do Itamaraty em apoiar o egípcio Farouk Hosni para o cargo, o documento foi assinado pelos 27 integrantes da Comissão e paralelamente fizemos um movimento e abaixo assinado com a classe artística, acadêmica, intelectual - tenho tudo isso registrado - com o apoio da OAB. Mesmo assim, Lula ignorou e não interferiu.

Enfim, o tempo passou e as imperfeições e desvios de dinheiro público vão aparecendo. A cada dia, mais uma descoberta. Muitos  já condenados, presos e ainda é só o começo.

E curiosamente, nos 23 anos de vida pública, nada contra Cristovam Buarque. Nada! Absolutamente nada!

Posso então concluir que Cristovam não é golpista, nunca traiu seus ideais e também conta com fanáticos, se querem saber. Mas fanáticos do bem, como eu. E isso não é privilégio, é uma conquista:  todo aquele que opera no bem deve aguardar sempre o melhor. Isso não é promessa de amizade, é Lei!

Cristovam nunca foi golpista nem tampouco ladrão! E também tem alguns milhares de fãs, só que com duas diferenças: não recebemos um centavo para defendê-lo e a segunda é que ameaças não nos amedrontam. Não somos covardes quando o que está em jogo é o futuro deste Brasil!
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*Professora, Advogada, Indigenista, Conferencista dentre outras Intituições da ABL .