sábado, 30 de agosto de 2014

Difícil Despedida!




A difícil despedida da Aldeia Araweté Aradti do meu povo Araweté do médio Xingu! Trago no peito todo esse carinho e muita saudade mas com a sensação de dever cumprido! #NãoaBeloMonte

terça-feira, 6 de maio de 2014

Professora Maria Rachel Coelho palestra para os Mayuruna

Deixamos Atalaia do Norte para visitar a Aldeia Lago Grande do meu povo Mayuruna. Fizemos um Seminário para os adolescentes Mayuruna sobre como devem se manter afastados das drogas, a importância de se preservar a nossa cultura para as futuras gerações e até mesmo consumo sustentável e como podemos melhorar nossos hábitos para ajudar a salvar nosso planeta nesse momento tão crítico.

É lindo subir o rio Javari pois do lado direito é o Brasil e do lado esquerdo o Peru. É uma sensação maravilhosa estar navegando na fronteira entre esses dois países e mais entramos em vários afluentes do Javari para cortar caminho e em todos os cantos tem Aldeias.

Mas não paramos em nenhuma delas, até porque a área ainda tem algumas tribos isoladas, que vocês conhecem pela internet como os Korubo. E daí não sabíamos quando poderia ser uma Aldeia Korubo.

Apesar do mito, vários Korubo já descem até Tabatinga e até se tratam nos postos de saúde de Tabatinga. Mas nossos Princípios não permitiram que procurássemos eles, até porque somos contra qualquer tipo de contato. A T.I. Vale do Javari é composta por vários Polos Bases. A Aldeia Lago Grande fica no Polo Base São Luís, localiza-se especificamente no Médio Javari. Neste Polo ainda tem várias outras Aldeias como: Irari, Campinas, São Luís, Caxias, Eusébio, Três José,Flores, Maia, Fruta Pão, Pedro Lopes e a antiga Aldeia fruta Pão que hoje conta com apenas uma família.


















quarta-feira, 30 de abril de 2014

Maria Rachel Coelho na Terra Indígena Vale do Javari

O Veyaá

O Encontro dos Povos do Vale do Javari originou-se a partir do formato do evento tradicional chamado Veyaá que significa na língua Marubo " Encontro pelo qual se confraternizam, se saúdam,competem lutas corporais, promovem discursos cerimoniais e de outros rituais dentro das normas do Veyaá"

Estou de passagem por aqui com um compromisso: orientar as pessoas que o desenvolvimento só pode vir de forma sustentável e ensinar o quanto é maravilhoso conviver com os índios.

Faço de tudo para que as pessoas conheçam e respeitemos índios não somente como primeiros habitantes dessa terra mas também como o futuro, como a Amazônia!

Nesta viagem desafiei a tudo e a todos. O medo de meus familiares e amigos. A má vontade da representante da FUNAI local, que embora, eu estivesse com autorização da FUNAI de Brasília para visitar as Aldeias, sumiu para inviabilizar minha ida, as chuvas e os rios,a malária, a hepatite dentre outros vírus e as distâncias.

Ganhei amigos! Caminhei de mãos dadas com meu Povo Mayuruna. Conheci os Marubo,os Matis,os Kanamary, suas pinturas e vestimentas culturais, suas comidas. Fizemos reuniões e discutimos suas maiores necessidades e problemas e como melhorar esse panorama.

Neste álbum,reuni fotos de nossa Festa do Dia do Índio 2014. Os festejos foram realizados em Atalaia do Norte no Ginásio Atila Lins. Participei do Ritual Mayuruna, dançamos juntos, competimos de arco e flecha, joguei bola com as crianças,enfim, passei o melhor Dia do Índio de minha vida!

No dia seguinte subimos o Javari. É emocionante, lindo, cheio de afluentes e nesses afluentes existem Aldeias também,além da sensação de se estar dentro de um barco fazendo fronteira entre dois países: Brasil e Peru.

Ainda não conclui os outros álbuns mas em breve vocês vão ver em fotos e em vídeos que a T.I. Vale do Javari é um lugar lindo,cheio de paisagens maravilhosas e pessoas humildes e felizes.

Andei pelas fronteiras com mais tranquilidade do que ando no Rio de Janeiro ou São Paulo. E não vi sequer um militar nas ruas.O mais extraordinário disso tudo é que em todos os lugares só via índios. Dá para sentir a energia deles que com bastante dificuldade mantêm as tradições vivas e valorizadas.

Sem sombra de dúvidas, foi a viagem da minha vida! Pelo menos até o momento!


Mais fotos em : http://www.mariarachelcoelho.com.br/verGaleria.asp?id=57














quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Aldeia Indígena Munduruku de Bragança - Pará

A Aldeia Bragança do Baixo Tapajós fica isolada no meio da Floresta Nacional do Tapajós. São 600 mil hectares de Floresta Primária. Para entrar, além de 8 horas de barco pelo Tapajós é necessário autorização do IBAMA.

A Aldeia conta com 46 Munduruku no momento, embora neste Ritual, não estejam todos presentes. A liderança hoje na Aldeia está com o Cacique Domingos que carinhosamente me recepcionou por dois dias. Quando a visita é feita pelo Tapajós, normalmente, os visitantes dormem na própria embarcação, em cabines ou em redes.

Mas o percurso pode ser feito de carro também, embora as condições da "estrada" interna da Floresta Nacional do Tapajós esteja péssima. Neste caso, o visitante deve dormir na Aldeia. É impossível voltar no mesmo dia. São quase 140 kilômetros de Santarém até lá em péssimas condições (dentro da Floresta). No trajeto há perigo até do carro atolar várias vezes. O ideal são carros com rodas grandes e pneus de perfil alto pela buraqueira e atoleiros. Se atolar no percurso não tem qualquer comunicação dentro da Floresta. Somente quando se chega perto da Aldeia começamos a captar algum sinal em função de uma parabólica instalada pela Prefeitura de Belterra, assim como as antenas do lado esquerdo do Rio Tapajós.

A Aldeia recusou o projeto "Luz para Todos e também o "Minha Casa, Minha Vida" para que não haja qualquer tipo de interferência ou exigências, principalmente pela ameaça do Complexo hidrelétrico do Tapajós. Não há luz elétrica por lá e os índios vivem da venda do artesanato.

O artesanato dos Munduruku consiste em cerâmica, tecelagem de redes, cestaria, plumária, arcos e flexas, lanças e colares. Também vivem da caça e da pesca.
 




Mais fotos da Aldeia e também do Ritual do Fogo dos Munduruku em:

http://www.mariarachelcoelho.com.br/verGaleria.asp?id=39